Em 1944 ocorria a 2ª Grande Guerra com os aliados surpreendendo os alemães com suas ofensivas. O exército russo avançava em direção ao territorio alemão. O Brasil, embora Vargas fosse simpatizante do fascismo italiano, entrara na guerra ao lado dos aliados ocidentais e sob a influencia americana as idéias socialistas já não eram bem vistas. Termos que lembravam essas idéias já estavam sendo abolidas. Em Ourinhos o E.C. Operário resolveu mudar o seu nome e já em 15 de novembro de 1944 fazia o seu primeiro jogo com o nome de E.C. OLIMPICO. O adversário foi o Santos que venceu por 2 x 1.
De 1945 a 1950 Olimpico e Ourinhense fizeram as mais espetaculares apresentações em seus confrontos atraindo até mesmo as torcidas das cidades vizinhas. A explicação era bem simples: Os dois times eram os melhores de toda a região. A rivalidade era intensa provocando brigas até entre as mulheres que torciam por um e por outro time.
Em 1942 e 1943 o Ourinhense levou a melhor, mas já em 44 o Operário seria o campeão ganhando o primeiro jogo por 3 x 2 e perdendo o 2º por 2 x 1. Como o Ourinhense empatou em 0 x 0 com a S.E. Bacanas, o titulo ficou com o Operário.
Em 1945 com o nome de E.C. Olimpico viria o titulo de bi campeão da cidade sob a presidencia de Olimpio Coelho Tupiná. Nos dias 13 e 20 de maio Olimpico e Ourinhense empataram em 0 x 0. No dia 27 outro empate em 2 x 2 e no dia 3 de junho vitoria do Olimpico por 1 x 0.
Em 1946 o Olimpico bastante reforçado, seria o tricampeão da cidade. Nesse ano chegara a Ourinhos o garoto Antonio de Oliveira (Toninho Oliveira, pai do jogador Careca que jogou pelo Guarani,São Paulo e Seleção brasileira). Sendo menor, um dos diretores do Olimpico tornou-se o seu responsável legal através de alvará judicial.
Nesse ano não houve uma fase municipal e Ourinhense e Olimpico participaram da disputa do Campeonato Amador Estadual da 14ª região - 3ª zona com sede em Piraju. No primeiro confronto no dia 5 de maio houve empate em 2 x 2 entre Olimpico e Ourinhense e no dia 16 de junho o Olimpico venceu por 2 x 1 tornando-se novamente o campeão. Na competição o Olimpico atingiu 14 pontos com direito a prosseguir na competição sendo eliminado no 29 de setembro pelo FADA - Ferroviária Atletica e Desportiva Anastaciana de Santo Anastácio.
Em 1947 somente o Olimpico participou do campeonato amador estadual, agora pelo setor 20 e novamente sagrou-se campeão. No dia 12 de outubro foi eliminado ao perder em Alvares Machado.
Em 1948 disputou pelo setor 21 com sede em Ourinhos. No dia 23 de maio Olimpico e Ourinhense empataram em 0 x 0 e no dia 13 de junho outro empate em 3 x 3. No dia 4 de julho, em Assis, o Olimpico perdeu por 1 x 0.
Em 1949 Olimpico e Ourinhense disputaram o campeonato pelo setor 11 com sede em Piraju. No dia 29 de maio o Olimpico venceu o Ourinhense por 3 x 2 e no dia 21 de agosto, já como campeão do setor, o Olimpico venceu novamente o Ourinhense por 1 x 0. Na fase seguinte o Olimpico enfrentaria Rancharia, Itapetininga, Indiana terminando em primeiro lugar junto com Rancharia. No dia 18 de dezembro, em Marilia, o jogo desempate com vitoria do Olimpico por 1 x 0, com gol de Zequinha, marcado na Prorrogação. O Olimpico era o campeão da Sorocabana devendo enfrentar na fase seguinte o time de Altinopolis, campeão da noroeste.
No dia 5 de fevereiro de 1950, o Olimpico venceu Altinopolis por 2 x 0 mas no jogo de volta, no dia 19, perdeu por 3 x 0 e foi eliminado pelo saldo de gols.
Em 1950, nova temporada. Agora Ourinhos era a sede do setor 15. No dia 28 de maio o Olimpico perdeu por 4 x 1 para o Ourinhense e no dia 16 de julho perdeu novamente por 1 x 0.
No dia 5 de novembro o Olimpico já não existe mais. Agora está de volta o E.C. Operário. Nesse dia, em Rolandia - PR, o Operário perde por 4 x 0.
Muitos jogos com clubes das cidades vizinhas foram realizados mas sem dúvida os embates contra o C.A. Ourinhense eram os que mais chamavam a atenção.
Foram presidentes do Operário/Olimpico nesse periodo os srs. Olimpio Coelho Tupina e Osvaldo Brizola. O professor Silas de Moraes era o técnico. Valdomiro Arantes, o Chavantes, jogador desse time ainda é vivo e reside na cidade.
Também Mario Luiz da Costa, bicampeão em 1945 e hoje advogado, filho de Joaquim Luis da Costa, um dos fundadores. ainda é vivo.
Carlos Lopes Baia
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